" Se o Cristo se encarnou para salvar a humanidade, então, tudo que nos desumaniza não pode ser divino." Pr Sandro

sábado, 5 de janeiro de 2013

O ano em que o mundo não acabou!

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     O ano de 2012 foi marcado do início ao fim (do ano é claro) pelas espelulações de um possível Apocalipse (Armagedom, Juízo Final, Fim dos tempos, etc,) que teria sido predito pelos Maias - Segundo a cosmologia Maia - o Planeta Terra possui 5 grandes ciclos ou eras, cada um com cerca de 5.125 anos. Para eles, 4 já passaram. A profecia maia para 2012 baseou-se em um alinhamento astronômico. Em dezembro de 2012, o sol do solstício iria se alinhar com o centro de nossa galáxia. É um raro alinhamento cósmico. Acontece uma vez a cada 26.000 anos" disse John Major Jenkins, autor do livro Maya Cosmogenese 2012.

    Pudemos acompanhar a loucura de alguns que, na esperança de sobreviverem a esta tragédia, construiram bunkers, estocaram alimentos, estudaram e treinaram técnicas para sobreviverem ao possível caos, etc. Enfim, a fatídica data passou e o mundo não acabou. Ao invés disso, os primeiros noticiários do ano trazem mais do mesmo. No Brasil, as chuvas de verão estão provocando tragédias e transtornos nas grandes capitais do país, a corrupção continua sendo notícia frequente em nossos telejornais (que o diga o interminável caso do mensalão), dados e fatos sobre o caos da saúde, educação, segurança brasileira continuam nos envergonhando e, sendo discutidos pelos "especialistas" que todos os anos avaliam, discutem, reclamam e, não realiza se nada de fato. Na vida cotidiana continuamos a aplicar nosso "jeitinho" para resolver as coisas com esperteza e usando meios não éticos, afinal "os fins justificariam os meios"; continuamos a ser intolerantes com aqueles que não se encaixam em nossos padrões; etc.

      Mas, se 2012 não foi o fim do mundo poderia ser eleito como o fim desse sistema de coisas que são reconhecidamente (por qualquer pessoa sensata) ruins a existência e convívio humano. Cada cidadão deveria comprometer se a fazer o que está ao seu alcance para provocar as mudanças necessárias e cobrar daqueles que exercem a função pública a responsabilidade que lhes compete.O ano de 2013 poderia, de igual modo, ser o ano do fim. Poderíamos lutar para acabar com a corrupção; exigir nossos direitos em relação a contrapartida que o estado deveria dar pelos impostos cobrados e, ser um ano de mudanças pessoais. Se não chegou ainda o tempo de "novos céus e uma nova terra", pelo menos poderia ser o tempo de uma nova consciência em relação ao mundo ao redor, ao próximo e conosco. Para isso eu torço por um Apocalipse now!

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